A Prática da Fé e os Infortúnios

Mesmo praticando a fé, não encontraremos apenas sucesso, haverá também infortúnios. Assim como as mãos tem frente e verso, tudo na vida tem dois lados. Quando enfrentamos um infortúnio, devemos considerá-lo como o outo lado de uma mão (Verso). Ao recebermos as graças divinas, modificamos a situação para melhor (Frente).

(Gorikai I Ogihara Sugi 18)

No livro ‘Ostra Feliz Não Faz Perola’, o autor Rubem Alves escreveu:  A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma – ‘Preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas’. ‘Ostras felizes não fazem pérolas’. Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade.
Tudo tem frente e verso; tem diferentes lados. O lado que vemos ou parte da frente. E o outro que não vemos, voltado ou virado, como a página oposta à da frente em um livro. Konko Daijin disse que se for colocada uma folha de papel na frente dos olhos, não conseguimos ver do outro lado.
Assim quando lidamos com aquilo que não conhecemos como as dificuldades e sofrimentos também não conseguimos ver, compreender, e ficamos perdidos ou presos nele. Com as bênçãos de Kami (Deus) podemos transformar esses acontecimentos praticando os ensinamentos de Konko Daijin.
A natureza está sempre em fluxo, seguindo ciclos, em transformação. Mas parece que o ser humano tem o hábito de ficar parado no tempo, em um sofrimento especifico. Ou como se diz: Não quer largar o osso. Ficamos presos a alguma coisas do passado, seja briga de família, perda de um bem material, uma decisão ruim. Devemos seguir o ritmo da natureza para reverter a situação com a graça Divina.

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