O Que Torna uma Vida Boa?

As três grandes lições sobre as relações no estudo sobre a felicidade: A primeira é que as relações sociais são boas para nós, e que a solidão mata. Acontece que as pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com amigos, com a comunidade, são mais felizes, são fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser tóxica. As pessoas que são mais isoladas dos outros do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas. O triste é que, a determinada altura, mais de 20% de norte-americanos informam que se sentem sós.
A segunda lição que aprendemos é que não basta o número de amigos que temos, e não se trata de ter ou não uma relação continuada. O que conta é a qualidade das nossas relações íntimas. Acontece que viver no meio de conflitos é muito prejudicial para a saúde. Os casamentos altamente conflituosos, por exemplo, sem grande afeição, revelam-se muito maus para a saúde, pior talvez do que um divórcio. Viver no meio de relações boas, calorosas é protetor.
A terceira grande lição que aprendemos sobre as relações e a nossa saúde é que as bolas relações, para além de protegerem o corpo, protegem o cérebro. Acontece que ter uma relação bem estabelecida com outra pessoa, aos 80 anos, é protetora. As pessoas que têm relações em que sentem que podem contar com outra pessoa em alturas de necessidade. a memória dessas pessoas mantém-se mais viva durante mais tempo. As pessoas com relações em que sentem que não podem contar com o outro, são as que experimentam um declínio de memória mais precoce. As boas relações não têm que ser sempre fáceis.

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